Publicado em: 27 abr. 2026 | 23h05 (horário de Brasília, BR)

Brasil vence no masculino e feminino no Pan-Americano

Brasileiros dominam o pódio no masculino e no feminino em competição disputada no Suriname, com participação de 11 países

Atletas reunidos na cerimônia de premiação no Pan-Americano, em Paramaribo, Suriname. Fonte: Suriname Draughts Federation. 2026.

Entre os dias 18 e 26 de abril, Paramaribo, capital do Suriname, sediou o Pan-Americano de Damas Internacional. O evento foi organizado pela Suriname Draughts Federation e contou com o apoio da Pan American Draughts & Checkers Confederation (PAMDCC).

A categoria clássica teve a arbitragem de Hensley Rondei, com tempo de jogo de 1h20min + 1min. O campeonato masculino foi disputado em nove rodadas e teve 32 atletas, que representaram 11 países.

O maranhense e Grande Mestre Internacional (GMI) Allan Silva consagrou-se campeão. Ele somou quatorze pontos, com cinco vitórias e quatro empates. Com a conquista do seu sexto título pan-americano, o GMI Allan Silva consolida sua trajetória na modalidade e figura entre os 20 melhores do ranking da Fédération Mondiale du Jeu de Dames (FMJD).

O segundo colocado foi o dominicano Mestre Internacional (MI) Angél Rafael Mejía. Ele conquistou treze pontos, obtendo quatro vitórias e cinco empates. Na sexta rodada, ele empatou com o GMI Allan Silva. O terceiro colocado foi o MI Yevgeniy Sklyarov, dos Estados Unidos, que ficou com doze pontos. Ele venceu três partidas e teve seis empates.

Classificação final do 4º Pan-Americano Feminino 2026, no Suriname. Fonte: FMJD. 2026.

No feminino, o campeonato foi disputado em sete rodadas e teve a participação de doze atletas de quatro países. A brasileira Carla Assunção Calasans foi a primeira colocada. Ela somou onze pontos, com cinco vitórias, um empate e uma derrota para Carina Assunção Calasans, sua irmã gêmea, na segunda rodada. Com a conquista do bicampeonato, Carla Calasans tornou-se a atleta com mais títulos nas quatro edições realizadas do evento.

A norte-americana Candidata a Mestre de Federação Feminina (CMFF) Galina Pethukova foi a segunda colocada. Ela somou dez pontos, com quatro vitórias, dois empates e uma derrota para Carla Calasans na quarta rodada.

A Mestre Internacional Feminina (MIF) Turiy Lublyana, dos Estados Unidos, foi a terceira colocada. Ela somou dez pontos e teve campanha semelhante à de Pethukova, perdendo para Carla Calasans na terceira rodada. Carina Assunção Calasans foi a quarta colocada. Ela somou nove pontos, com quatro vitórias, um empate e duas derrotas.

A categoria juvenil, até 20 anos, foi disputada em sete rodadas. O pódio foi formado por atletas do Suriname. Amarnath Ramsoedh foi o campeão. Ele somou doze pontos, com seis vitórias e uma derrota para Kevin Munshi na segunda rodada. Kevin Munshi foi o segundo colocado. Ele somou doze pontos, obtendo cinco vitórias e dois empates. A terceira colocação foi de Jadie Padjin, que terminou com onze pontos.

No último dia do evento, realizou-se a categoria Blitz, que foi disputada em nove rodadas e contou com a arbitragem de Henry Sjoerwamo. O GMI Allan Silva foi o campeão Blitz. Ele somou dezessete pontos, com oito vitórias e um empate contra o norte-americano Mestre de Federação (MF) Claude Bouloute na terceira rodada.

O segundo colocado foi o MF Claude Bouloute. Ele somou treze pontos, com quatro vitórias e cinco empates. O terceiro colocado foi o curaçaense MF Carlos Lorevil. Ele obteve doze pontos, com quatro vitórias, quatro empates e uma derrota para o GMI Allan Silva na oitava rodada.

No feminino, Carina Calasans foi a campeã do Blitz. Ela ficou em 22º lugar na classificação geral e terminou com dez pontos. Carla Calasans foi a segunda colocada, com oito pontos. A surinamesa Simran Ragho foi a terceira colocada, somando sete pontos. Já no juvenil, Jaden Padji ficou na primeira colocação, Shreya Ragho (Suriname) foi a segunda colocada e Basdewsing Shrewan (Suriname) ficou em terceiro lugar.

Com os títulos conquistados, o Brasil reafirma sua presença de destaque no cenário pan-americano da modalidade, tanto no masculino quanto no feminino, em um torneio marcado pela diversidade de países e alto nível técnico, resultado da dedicação contínua de seus atletas, mesmo diante de desafios estruturais no desenvolvimento da modalidade no país. 

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